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Qual a importância da avaliação médica para o início do Gerenciamento do Envelhecimento?


No dia a dia da minha prática clínica, as vezes, me deparo com pacientes que chegam no consultório já pedindo para fazer um determinado tratamento estético. Isso acontece quase sempre devido a ampla divulgação dos procedimentos nas Redes Sociais. Muitas já pesquisaram por “soluções” para suas queixas e “parecem” já saber o que precisam para ficar bem.

Algumas pessoas estão sendo influenciadas pelo excesso de conteúdo divulgado na mídia, induzindo-as ao desejo pela realização de um procedimento. Assim, acabam buscando por um tratamento sem nem parar pra pensar: “é disso mesmo que eu preciso nesse momento?”

Nesse contexto, queria te dizer que a abordagem de uma paciente vai muito além da realização de um procedimento estético isolado. Quando recebemos alguém em nosso consultório pela primeira vez, antes de mais nada buscamos saber quem é essa pessoa, como ela vive, seus hábitos, seus medos, seus desejos. Precisamos conhecer o histórico de doenças e tratamentos prévios e se usa alguma medicação que possa influenciar nos procedimentos indicados. Essa etapa da consulta, que chamamos de anamnese, talvez seja uma das mais importantes. É nela que começamos a estabelecer uma relação de confiança mútua entre médico e paciente, e isso será fundamental para seguirmos em nossa jornada do gerenciamento do envelhecimento.

Em seguida, realizamos a avaliação física, onde analisamos as características da pele: presença de pintas, sinais ou lesões malignas, tipo de cicatrização (se tem maior risco de manchar ou até formar quelóides), grau de hidratação e oleosidade, presença de rugas e flacidez, comprometimento de camadas mais profundas (perda de massa óssea e muscular, posição dos ligamentos de sustentação e da gordura). Somente após essa análise detalhada é que conseguimos chegar a um diagnostico e definir o que de fato aconteceu para refletir as queixas que a paciente vê quando se olha no espelho.

Finalmente, após ouvir as dores da paciente e entender o que ocorreu com sua pele ao longo do tempo, é que iniciamos a fase do planejamento terapêutico. Nessa etapa, indicamos uma sequencia de tratamentos específicos voltados para a melhora dos problemas detectados. Sempre com cuidado e respeito às características individuais de cada um. Aqui também é a hora em que fazemos o alinhamento de expectativas, ou seja, explicamos o que pode ser conseguido com cada procedimento sugerido. Também é explicado o limite até onde cada intervenção pode ir sem expor o paciente a riscos desnecessários ou a resultados não naturais. É importante explicar sobre associação de técnicas, uma vez que não conseguiremos tratar todas as queixas com um único procedimento, nem tampouco em apenas uma única sessão.

Essa é a minha forma de cuidar das minhas pacientes: ao longo desses mais de 15 anos de experiência com procedimentos estéticos, sempre buscando suavizar as mudanças que acontecem ao longo da vida, através de protocolos de tratamento bem individualizados e com foco na entrega de resultados naturais, elevando a autoestima e contribuindo para a felicidade de cada uma.

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